Num dia aziago, vale morrer no fim? - Parte II

Se você está começando a ler esta história por aqui, recomendo que você leia, antes, a primeira parte (clique aqui) e depois volte a este texto.

Mas, continuando com meu azar desfortúnio: Depois de tantos percalços, para um único dia, tomo o rumo de minha casa. Já havia esquecido o assalto sofrido logo de manhã cedo, os problemas do dia-a-dia e tudo o que eu queria era um bom banho e minha cama.

Mal andei os dois primeiros kilometros e sou parado por uma blitz. O guardinha dirige-se ao veículo e faz a abordagem tradicional.

-Boa noite, cidadão. Documentos do carro e habilitação, por favor.

Abro o porta luvas, para pegar os documentos do veículo. A habilitação sempre mantenho na carteira de cédulas, que escapara do assalto. Os documentos não estão lá. Reviro de ponta cabeça o porta luva, o console, o encosto central e NADA!

O guardinha, agora já não tão educado, insiste:

-Documentos do carro e habilitação!...

-Calma, amigo. Estou procurando. Era pra estarem aqui...

Mas não estavam!...

Apresentei a CNH e argumentei que ele poderia, pela placa, checar a situação do veículo, que estava em ordem. Aborrecido, respondeu-me que até poderia fazer isso, mas como os documentos do veículo são de PORTE OBRIGATÓRIO e, como eu não os portava, o carro seria retido, até a apresentação destes, além da multa que seria lavrada, independentemente.

Argumentei que era amigo de fulano, de sicrano, de beltrano, todos seus superiores, e que poderia fazer uma ligação para qualquer um destes, e resolveríamos o problema, facilmente, sem maiores transtornos (multa, reboque etc.) para mim e sem mais perda de tempo para ele.

-Se algum desses seus amigos, meus superiores, me mandarem liberar o carro, tudo bem!...

-Beleza, amigo. Uma ligação e resolvo o problema.

Assim pensava eu!...

Celular (Antigo, que estaja guardado, há tempos, na loja!) já na mão, faço a primeira tentativa. Fora de Área. Parto para outro número. Outro amigo. Cai, direto, na caixa postal.

PQP! Hoje, decididamente, não é meu dia! Falei baixinho, para comigo mesmo.

Agora, além de aborrecido pelo que já havia passado, começo a ficar nervoso. E se não conseguisse falar com meus amigos?!...

Vou para a terceira tentativa. Número ocupado. Aguardo alguns instantes. O guardinha já me olhando meio atravessado...

Quarta tentativa. Alívio! O celular, enfim, chama! Aguardo. Um toque, dois, três, quatro. Meu nervosismos agora é perceptível. O guardinha me olha como que dizendo: Te peguei, bacana!...

Quinto toque e meu amigo atende, cobrando-me:

-Cadê você, Inácio? Anda sumido!...

-É, parceiro... São os negócios, que nos prende e não nos permite estar mais próximos dos amigos. Também estava com saud...

Cortei a palavra e a frase pelo meio. A bateria acabara de descarregar total.

Calma, meu internético leitor: Relaxe, aproveite, e salve este blog em seus Favoritos, depois volte aqui, por que logo, logo em vou postar o restante dessa história. O final é inacreditável!

Uhu, Galera!... Fui. Por hoje...


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Num dia aziago, vale morrer no fim?

Vejam, meus internéticos leitores, por qual situação vexatória passou, recentemente este pobre blogger.

Pois bem, como de costume, acordei, naquele dia fatídico, por volta das 6h30min. Uma pequena vista nos jornais, um banho e segui rumo ao trabalho.

Tudo dentro de minha eterna rotina. Assim pensava esse escriba!...

Alguns quarteirões de minha casa e a merda êpa!, mal sorte começou: Parado em um semáforo, o trânsito um pouco lento, observo uma linda loura de seios volumosos e bundinha empinada que passa na calçada. Cheguei a sentir um friozinho no pescoço. Peraí!... No pescoço? Pois era, amigos meus! O friozinho que acabara de sentir era de um cano de pistola (como essa da foto acima), encostado em meu pescoço!

Preocupado com a louraça, sequer percebi a aproximação de um elemento mal-encarado, que, agora, de arma em punho, ou melhor, com uma arma encostada em meu pescoço, exige-me a carteira e os celulares.

Após uma rápida negociação, entrego apenas o dinheiro e os celulares, resguardando meus documentos. Ainda bem que foi só isso, pensei com meus botões.

Tudo bem! Passado o susto, prossigo minha viagem. Chego no trabalho um pouco atrasado e aborrecido.

O dia, que principiou totalmente estranho e prejuizento para este pobre escriba, poderia ainda não estar "perdido"!

Entre centenas de ligações atendidas (A namorada, - com quem eu já estava sem muita moral, por causa de outra história (Ler) - irritantemente, cobrava minha presença para um jantar; o filho, insistentemente, cobrava um presente prometido e ainda não pago!) e outras tantas efetuadas (um cliente FDP que teve seu cheque devolvido, um outro, velhaco, que não pagou a promissória no dia!) entremeadas por atendimentos pessoais a clientes da loja, o dia transcorreu, modorrento. Negócio que é bom, porra nenhuma, ops!, nadica de nada. Mas a isto já estou acostumado, pois vez por outra acontece.

Encerrado o expediente, loja já fechada, encaminho-me ao estacionamento para pegar meu carro, rumo ao lar, doce lar. Queria pôr fim, e logo, àquele nefasto e incrível dia.

Não queiram, meus caros leitores, estar em meu lugar. Mas, por quê, perguntariam vocês? E eu, humildemente, respondo.

Em lá chegando, o que percebo? Um pneu do carro estava totalmente vazio - fora deliberadamente esvaziado, por algum FDP, disse-me depois o borracheiro, chamado, às pressas, para resolver o problema! - o que me fez perder cerca de 40 minutos para, enfim, poder voltar à casa.

Assim pensava eu!...

Mas este post está ficando muito longo, e a história é complicada! Por isso, meu internético leitor, sugiro que você relaxe, aproveite, e salve este blog em seus Favoritos, depois volte aqui, por que logo, logo em vou postar o restante dessa história, que você não pode perder!

Edit (05/01/09): Ler Parte II

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Xenófobo, eu?!...

Vista panorâmica do Balneário de Camboriú(SC)

Um de meus últimos posts, sobre enchentes em Santa Catarina (Ler Post original), gerou uma enxurrada de e-mails em minha caixa postal. Destes, um, em particular, de um querido amigo pessoal, Dr. Alexandre Miranda, chamou-me a atenção e, como de alguma forma os outros também tinham o mesmo escopo, passo a responder a este amigo.

Seu sucinto e-mail, textualmente, dizia:

Re: É hora de doar!
De: Alexandre Miranda [E-mail Protected]
Enviada: segunda-feira, 29 de dezembro de 2008 14:04:37
Para: Inácio Rolim [E-mail Protected]

AMIGO, ISSO É QUASE UM TEXTO XENÓFOBO...
Ora, sendo o texto de minha autoria e sendo este "xenófobo", conclui-se que EU, por conseguinte, também sou "xenófobo"! Ou, melhor dizendo, "...quase xenófobo"!

Pois bem, fiquei pensando sobre esta adjetivação que, por tabela, acabara de ganhar. E, com apenas alguns poucos e parcos argumentos, passo a rechaçá-la.

Segundo a Wikipédia "Santa Catarina é uma das 27 unidades federativas do Brasil, localizada no centro da Região Sul do país. É o vigésimo maior estado da nação, o décimo primeiro mais populoso, além de ser o nono mais povoado."

"Em termos históricos, sua colonização foi largamente efetuada por imigrantes europeus: os portugueses açorianos colonizaram o litoral no século XVIII; os alemães colonizaram o Vale do Itajaí, parte da região sul e o norte catarinense em meados do século XIX e os italianos colonizaram o sul do estado no final do mesmo século. O oeste catarinense foi colonizado por gaúchos de origem italiana e alemã na primeira metade do século XX"

E mais, diz-nos a mesma fonte: "Os índices sociais do estado situam-se entre os melhores do país. Santa Catarina é o sétimo estado mais rico da Federação, com uma economia diversificada e industrializada. Importante pólo exportador e consumidor, (...) responde por 4% do produto interno bruto do país."

Agora, pasmem, meus caros leitores: "Os idiomas de Santa Catarina podem ser divididos em dois grupos distintos, as línguas autóctones e as línguas alóctones. Alguns destes são idiomas minoritários.

Idiomas autóctone ou idiomas nativos

-Kaingang
-Mbyá-guarani
-Xokleng

Idiomas de alóctones ou idiomas de imigrantes:

-Português
-Hochdeutsch ou Deutsch (alemão padrão)
-Plattdietch ou plattdüütsch, idioma germânico (...) ao qual pertence o dialeto pomerano falado em várias regiões do sul do Brasil, próximo à cidade de Blumenau - Pomerode;
- Castelhano e/ou o "portunhol" muito falado nas regiões da fronteira com a Argentina;

Outras línguas:

Em menor escala ainda existem vários outros núcleos de idiomas e dialetos (i.e. polaco, lituano, japonês (próximo a Curitibanos), árabe, iídiche, etc.)"

É, amigo Alexandre, como se vê, os branquelos catarinenses são, realmente, uma mistura de diversas raças/etnias, falam diversos idiomas e dialetos, MAS PORÉM ENTRETANTO têm uma situação econômica invejável, têm aversão aos nordestinos como nós, embora que disfarçadamente, e ainda esperam uma UNIÃO NACIONAL em prol da solução de suas mazelas(!).

E O XENÓFOBO AINDA SOU EU?!...

Ora, repito o que disse no post anterior: Que fodam-se todos!

E que dane-se você, caríssimo amigo!...

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